DIÁSTASE ABDOMINAL · INSTITUTO GREEN · PORTO ALEGRE
Diástase: correção com ou sem abdominoplastia?
Depende principalmente da pele. Com pouco excesso de pele, a diástase pode ser corrigida sem abdominoplastia, por técnica minimamente invasiva ou robótica. Com excesso de pele ou flacidez importantes, a abdominoplastia com plicatura dos músculos costuma ser considerada. No Instituto Green, os dois caminhos são avaliados no mesmo lugar: a parede abdominal com o Dr. Luiz Henrique Bastos Capaverde e a cirurgia plástica com a Dra. Aline Wurzius.
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O que define o caminho: a parede abdominal e a pele são problemas diferentes
A diástase é o afastamento dos músculos retos do abdome. O excesso de pele e a flacidez são outro componente, que a correção da musculatura não resolve sozinha. Por isso a pergunta não é qual técnica é mais moderna, e sim quais componentes precisam ser tratados: a musculatura, a pele, uma hérnia associada ou uma combinação deles.
A correção da musculatura se chama plicatura: uma sutura que aproxima os músculos afastados. Ela pode ser feita durante uma abdominoplastia, junto com a retirada de pele, ou por acesso minimamente invasivo, sem abdominoplastia.
Qual caminho se aplica a cada situação?
Estas são as situações mais comuns e o caminho que costuma ser discutido em cada uma.
| Situação | Caminho que costuma ser discutido | Quem avalia |
|---|---|---|
| Diástase com pouco excesso de pele | Correção minimamente invasiva da parede abdominal, por videolaparoscopia ou cirurgia robótica, em casos selecionados | Dr. Luiz |
| Diástase com hérnia umbilical ou ventral | Planejamento da parede abdominal tratando diástase e hérnia, na mesma cirurgia ou em etapas | Dr. Luiz |
| Excesso importante de pele ou flacidez | Abdominoplastia com plicatura dos músculos retos | Dra. Aline |
| Alteração concentrada na parte baixa do abdome ou gordura localizada | Miniabdominoplastia, lipoaspiração ou MILA (lipoabdominoplastia minimamente invasiva), conforme a avaliação | Dra. Aline |
| Hérnia e excesso de pele juntos | Planejamento conjunto, com procedimento combinado ou em etapas | Dr. Luiz e Dra. Aline |
| Pós-parto recente ou sintomas leves | Fisioterapia e reavaliação antes de qualquer decisão cirúrgica | Equipe multiprofissional |
A tabela é um guia para a conversa, não uma indicação. A decisão depende do exame físico, de exames de imagem quando necessários, dos objetivos e da relação entre benefícios e riscos de cada opção.
Sem abdominoplastia: o que é possível e o que não é
A correção minimamente invasiva trata a parede abdominal por pequenos acessos. A técnica MILA descreve a correção com preservação do ligamento umbilical, e a abordagem robótica pela linha do biquíni usa portais baixos, próximos à linha da roupa íntima. O Dr. Luiz tem certificação em cirurgia robótica pelo Instituto Morrell, em São Paulo, e pela Santa Casa de Porto Alegre.
O limite é a pele: a correção sem abdominoplastia não remove excesso de pele e, em quem tem flacidez importante, o resultado pode não atender ao que a paciente espera. Por isso a seleção do caso é a parte mais importante dessa escolha. Veja também a página de diástase abdominal e a de cirurgia robótica.
Com abdominoplastia: quando a retirada de pele faz sentido
A abdominoplastia trata o excesso de pele e a flacidez do abdome e, quando há diástase, costuma incluir a plicatura dos músculos retos no mesmo procedimento. Em geral, deixa uma cicatriz horizontal baixa, e o planejamento considera o reposicionamento do umbigo e o contorno do tronco.
No Instituto Green, a avaliação é feita pela Dra. Aline Wurzius, cirurgiã plástica com residência no Hospital Ernesto Dornelles, que também trabalha com miniabdominoplastia, lipoaspiração e MILA. Saiba mais na página de cirurgia plástica do abdômen.
Fisioterapia antes de decidir
Revisões recentes indicam que exercícios abdominais estruturados podem reduzir a distância entre os músculos retos em parte das mulheres no pós-parto, mas os protocolos variam e não existe um programa único para todos os casos. A fisioterapia não trata uma hérnia associada nem retira excesso de pele.
O Instituto Green conta com a fisioterapeuta Roberta Bonilha Tolledo (CREFITO-5 130243-F), com formação em Reestruturação Abdominal. Conheça a equipe multiprofissional.
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Por que avaliar com as duas especialidades
Quando o paciente procura só um cirurgião, a avaliação tende a seguir o caminho daquela especialidade. No Instituto Green, o cirurgião da parede abdominal e a cirurgiã plástica atendem no mesmo lugar e discutem juntos os casos que envolvem musculatura, hérnia e pele. Assim, a escolha entre corrigir a diástase sem abdominoplastia ou com retirada de pele parte do exame, e não de uma técnica definida antes da consulta.
Perguntas para levar à consulta
- Tenho só diástase ou também hérnia?
- Meu excesso de pele é importante a ponto de mudar a técnica?
- O que a correção sem abdominoplastia consegue e não consegue mudar no meu caso?
- Como ficam a cicatriz e o umbigo em cada opção?
- Vale fazer fisioterapia antes?
- Pretendo engravidar de novo: isso muda o momento da cirurgia?
Perguntas frequentes sobre diástase com ou sem abdominoplastia
Diástase pode ser corrigida sem abdominoplastia?
Sim, em pacientes selecionados. Quando não há excesso importante de pele, a diástase pode ser corrigida por técnica minimamente invasiva, como a videolaparoscopia ou a cirurgia robótica, sem a retirada de pele da abdominoplastia. A indicação depende do exame da parede abdominal.
O que é plicatura dos músculos retos?
Plicatura é a sutura que aproxima os músculos retos do abdome quando eles estão afastados, como na diástase. Ela pode ser feita durante uma abdominoplastia, junto com a retirada de pele, ou por acesso minimamente invasivo, sem abdominoplastia.
A correção sem abdominoplastia retira a pele que sobra?
Não. A correção minimamente invasiva trata a parede abdominal, mas não remove excesso de pele. Quando a flacidez ou o excesso de pele são importantes, a abdominoplastia com plicatura costuma ser considerada.
Quem avalia diástase no Instituto Green?
O Dr. Luiz Henrique Bastos Capaverde (CRM-RS 36920), cirurgião do aparelho digestivo com certificação em cirurgia robótica, avalia a parede abdominal, a diástase e as hérnias. A Dra. Aline Wurzius (CRM-RS 46711, RQE 44613), cirurgiã plástica, avalia pele, flacidez e contorno. Quando os dois componentes existem, o planejamento é feito em conjunto.
O plano de saúde cobre a correção da diástase?
A cobertura depende do contrato, da indicação clínica e do procedimento proposto. A correção de hérnia e de alterações funcionais da parede abdominal segue regras diferentes das cirurgias com finalidade estética. Confirme com a operadora e com a equipe antes do procedimento.
Para conferir convênios, acesse a consulta de convênios.
Evidência e transparência
Fontes e responsabilidade técnica
Conteúdo educativo do Instituto Green, elaborado conforme a Política Editorial e de Revisão Médica. Responsáveis técnicos: Dr. Luiz Henrique Bastos Capaverde · CRM-RS 36920 · RQE 30614, 38671 e 40717; Dra. Aline Wurzius · CRM-RS 46711 · RQE 44613.
- Hernández-Granados P. et al. European Hernia Society guidelines on management of rectus diastasis. British Journal of Surgery, 2021;108(10):1189–1191. DOI: 10.1093/bjs/znab128.
- Beamish N. F. et al. Impact of postpartum exercise on pelvic floor disorders and diastasis recti abdominis. British Journal of Sports Medicine, 2025;59(8):562–575. PMID: 39694630.
- Descrição da correção minimamente invasiva da Diástase do Reto Abdominal (MILA) com preservação do ligamento umbilical. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 2026. DOI: 10.1590/0100-6991e-2026000325.
- Morrell et al. A paradigm shift in Diastasis Recti surgery: the Bikini-line robotic approach. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. DOI: 10.1590/0100-6991e-20243846. PMID: 41538563.
Este conteúdo não substitui consulta, exame clínico ou orientação individual. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica.
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